60 naaadaver - na privada
emo'n'roll
por gabriela mo
Antigamente, ser rock ’n’ roll era jogar móveis da janela do hotel e tomar uma dose de heroína. Mas hoje os tempos são outros. No último mês, o guitarrista da banda emo alemã Tokio Hotel sofreu uma overdose... de Viagra! Como se participar de uma banda desse gênero não fosse mico o suficiente, a notícia provou que o cara, além de brocha, usa drogas para aumentar a potência sexual e não aguenta o tranco.
Segundo divulgado na imprensa, bastaram apenas três comprimidos do medicamento para (em vez de levantar) derrubar Tom Kaulitz, que sofreu dores de cabeça e visão turva durante dois dias. E para tentar driblar essa imagem de loser, Kauliz chorou (!) e contou na entrevista coletiva do Optimus Secret Show em Luxemburgo que tem interesse em protagonizar um filme pornô. Chora, emo!
hot prison pals
por gabriela mo

Info: www.hotprisonpals.com
eco bomb
por gabriela mo
Mais um sinal de que o mundo está se conscientizando e preservando os recursos naturais vem do Oriente Médio. Os homens-bomba, que antigamente utilizavam carros (e até aviões) para realizar atentados terroristas, estão usando cada vez mais um veículo alternativo: a bicicleta.
As bikes estão sendo responsáveis por mais da metade dos ataques no Pasquitão durante os últimos dois meses. Em maio, pelo menos 12 pessoas morreram em um atentado contra a polícia perto da área em que o Exército combate os talibãs aliados da rede terrorista Al-Qaeda. Aguarde. No futuro, patins, skates e patinetes-bomba!
big brother google
por gabriela mo
Você sabe que está sendo observado. As câmeras de vigilância estão por todo lado, até no corredor do seu apartamento. E se você fizer alguma bobagem, a princípio apenas os guardinhas do seu prédio vão dar algumas risadinhas. Certo? Errado. Não se iluda, pois o Google não perdoa!
O Google Street View é uma ferramenta do Google maps que permite que você enxergue o que se passa nas ruas de algumas cidades como se estivesse lá. Essas imagens são obtidas por carros acoplados com câmeras digitais que você nem percebe. Uma puta falta de sacanagem!
Eles captam imagens suas e dos seus amigos o tempo todo e transmitem informações na internet. Antes, só quem estava pelos Estados Unidos e Europa se preocupava com isso. Mas, no fim de maio, os brasileiros tiveram a privacidade comprometida por algum tempo em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Medo!
terror à brasileira
por piero barcellos
É deprimente ver o cinema brasileiro investindo em comédias pastelão e tragédias urbanas enquanto o gênero fantástico é deixado de lado. Zé do Caixão que o diga – demorou 40 anos para terminar a sua trilogia com Encarnação do Demônio. Porém, não foi Seu Mojica o responsável por chutar as portas do inferno, deixando emergir filmes mais obscuros. É o caso da cinebiografia de Belo, persona ícone da cultura pandeirística brasileira, conhecido tanto por alçar as mulheres que come ao status de pseudocelebridades como pelo seu envolvimento com o tráfico de drogas (e não, não estamos falando dos seus discos). As filmagens começam este ano, com previsão de estreia em 2011. E, do jeito que o 3D está em alta, é bem provável que tenhamos a experiência lúdica de ver o pagodeiro entoando seus hits bem nas nossas fuças. Até o Coffin Joe vai se borrar nas calças!
mestre richards
por piero barcellos
Sabe aqueles momentos de angústia em que você olha para cima e pede uma luz? Na ânsia do desespero, apele para a sabedoria de uma entidade mais terrena e pergunte-se: “O que Keith Richards faria no meu lugar?”. Pois esse é o mote do livro da americana Jessica Pallington West, que reúne as diversas frases de sabedoria do excêntrico guitarrista dos Rolling Stones a fim de criar um manual de autoajuda digno de Dalai Lama (mas turbinado por psicotrópicos). Bom... Talvez seja mais útil ler os conselhos de alguém que já fez de tudo nessa vida (até mesmo cheirar as cinzas do pai) do que de um monge enclausurado num mosteiro. Sai por US$ 11 na Amazon.
comedor de tempo
por piero barcellos
No dia 21 de maio foram comemorados os 30 anos da criação do Pac-Man. O Google, como é de costume em datas especiais, alterou seu logo por uma versão do joguinho, onde o labirinto formava o nome da empresa. E o melhor: era possível jogar tranquilamente o velho “come-come” (como o game era conhecido por aqui), bem como tentar passar as 256 fases, como no jogo original. Porém, estima-se que o pequeno entretenimento propiciado pelo site de buscas tenha consumido 4,8 milhões de horas de trabalho daqueles que iam fazer uma pesquisa simples e acabaram comendo alguns fantasminhas. Os americanos estimam que isso equivale a um prejuízo de US$ 120 milhões! Se você estava em outro planeta e não pôde dar sua contribuição para o aumento destas cifras, o Google criou uma página só para o famoso game. Vá lá e junte-se a esta cadeia de improdutivos do mundo inteiro!
Info: www.google.com/pacman
inquilino do capeta
por piero barcellos
Recentemente foi posto à venda um casarão em estilo holandês em Long Island, New York. Localizada no número 108 da avenida Ocean, a residência passou por uma reforma interna e conta com muitos quartos, banheiros, ampla sala, cozinha, porão, sótão e um demônio. Isso porque a casa em questão é a mesma onde, em 1974, a família DeFeo foi assassinada brutalmente por um dos filhos, que alegava seguir “orientação de vozes” para tal. A história originou o clássico Terror em Amytville. A famosa morada está sendo vendida por US$ 1,15 milhão. Agora, que tipo de mutuário gastaria essa grana toda só para dormir no mesmo teto que o diabo?
o novo facebook
por felipe de souza

Depois de várias críticas, principalmente no que diz respeito à privacidade, muitos especialistas dizem que o Facebook está com os dias contados. E seu sucessor já tem até nome: Diaspora. Daniel Grippi, Maxwell Salzberg, Raphael Sofaer e Ilya Zhitomirsky são os nerds que conceberam o portal e prometem uma rede social que mantenha a privacidade e o sigilo de todos os associados.
O preço por maior privacidade e sigilo de dados pessoais é uma interface nada amigável e uma lógica muito peculiar no quesito usabilidade.
no job
por felipe de souza
A crise que assolou os Estados Unidos no ano passado fez com que muitos estados da federação cortassem gastos com o ensino superior. O que isso tem a ver com seus planos de morar e trabalhar em L.A.? Ora bolas, sem educação superior, os gringos passaram a pegar os trampos que você buscaria por lá.
Pra colocar mais areia nos seus sonhos, pesquisas quentes apontam que, das 30 ocupações que devem ter maior demanda nos próximos anos lá na terra do Obama, apenas 7 requerem um diploma de faculdade. Entre elas estão a de balconista de comércio e cuidador doméstico. Então, se você quer um subemprego para sustentar sua vida em um litoral paradisíaco com muita onda à disposição, melhor procurar uma vaga de vendedor de coco nas areias nordestinas.
bibleman
por felipe de souza
Mike Peterson era um sujeito que tinha tudo: riqueza, mulheres e dinheiro. Até que um dia sentiu que algo faltava. Esse vazio foi preenchido pelas palavras de um livro sagrado que, além de sabedoria, deu-lhe superpoderes que serão usados na luta contra o Mal. Essa é a ideia principal do filme The Bibleman Adventure – Jesus Nosso Salvador. Na primeira parte, a edificante obra narra a transformação de Peterson, que passa a não conseguir viver mais sem a palavra sagrada. Na segunda parte, o herói trava batalha com Primordious Drool, o bandido e déspota do mal que pretende separar a humanidade de sua fé. Bibleman conta com os aliados Cypher e Biblegirl.
Gostou do enredo? Pois saiba que desde 1996 o herói faz sucesso no Hemisfério Norte. Mas agora nossas crianças podem se deleitar com as aventuras do Bibleman, graças aos DVDs à venda no mercado. Enquanto elas assistem ao herói cristão, os pais podem embarcar tranquilos no cruzeiro católico com o Padre Fabio de Melo.
Mais info: www.bibleman.com
sunday blues
por felipe de souza
Lembra da época em que você era moleque e, quando a noite de domingo se aproximava, trazia junto aquele baixo astral? Pois é, com a crise financeira abalando os mercados europeus, essa tristeza de domingo passou a atingir os executivos engravatados. Na Inglaterra isso já atinge 26% dos profissionais da área financeira e ganhou até nome: Sunday Blues.
Em recente pesquisa, os figurões confessaram, do alto de seus trajes Armani, que a noite dominical é tão tensa que alguns deles entram num surto de pânico, se borrando de medo do que pode acontecer na semana vindoura. Agora imagina se na noite de domingo eles tivessem que aturar o Zeca Camargo na TV e na manhã de segunda fossem obrigados a pegar um trem na Central do Brasil para ir pro trampo...
minientrevista - andré dahmer
por piero barcellos / foto: ane aguirre
TÉCNICO EM PESCARIA
Através dos Malvados (www.malvados.com.br), o quadrinista carioca André Dahmer cutuca as mazelas da sociedade moderna com humor politicamente incorreto. Mesmo tendo trabalhos publicados em jornais e revistas, e lançado quatro livros – Malvados (2005), O livro negro de André Dahmer (2007), Malvados (2008) e A cabeça é a ilha (2009) –, foi na internet que seus personagens ganharam repercussão.
VOID: Por que trabalhar com quadrinhos? Quando foi que você decidiu seguir carreira nesta área?
André Dahmer: Por que não? Quadrinho junta texto e desenho, foi fundamental para as demandas que eu tinha na época. Comecei a fazer quadrinhos em 2001 por necessidades que estão além da questão financeira. Com todas as dificuldades de convívio, tem sido um bom casamento até aqui, não posso reclamar.
VOID: Publicar quadrinhos na internet é sinônimo de liberdade de expressão ou há restrições?
Dahmer: Tem mais liberdade, você é seu próprio editor. Mas já tive problemas, já recebi cartas de fanáticos religiosos, essas coisas. Mas quem tem medo de homem é cachorro, né?
VOID: Existe diferença em produzir para a internet, para jornais e para um livro?
Dahmer: A diferença é que na internet seu trabalho é lido. Livro e jornal são custosos e vendem muito pouco, há uma crise no setor.
VOID: Nos últimos tempos houve um grande boom de artistas publicando quadrinhos próprios na internet. A fama e a fortuna do mercado é o que incentiva os novos talentos a surgirem?
Dahmer: Quadrinho não dá dinheiro. Vivemos um boom nos quadrinhos, é verdade. Mas acredito que o fenômeno é fruto das novas ferramentas de publicação da rede. Muita gente boa (que estava escondida) encontrou espaço.
VOID: Como é o processo criativo para elaborar uma tirinha do Malvados? Quanto tempo por dia você se dedica ao ofício?
Dahmer: Não tenho hora marcada para trabalhar. É uma técnica de espera, pescaria.
VOID: Muitos dos seus trabalhos têm como tema a psicopatia humana. Resultado de observação minuciosa da sociedade ou convívio demasiado com exemplares perdidos da espécie?
Dahmer: Um pouco dos dois. Conheço muita gente doente, mas o mundo também está cheio de gente doente. Material não falta.
VOID: Já pensou em transformar algum dos seus personagens em animação? Qual deles você acha que renderia um bom filme?
Dahmer: Ulisses, de A Cabeça é a Ilha, daria uma boa animação. Tenho receio de realizar, acho que só deixaria fazer através do Otto (Guerra, animador que já deu vida a personagens de quadrinhos como Wood & Stock, do Angeli, e Rocky & Hudson, de Adão Iturrusgarai).
boa
por gabriela mo

Álcool bento
Foto de Gabriela Mo – gabriela@avoid.com.br
fisgamos
por redação void
- “Eu conheço o senhor! Eu li a sua entrevista!”
De um transeunte para Lairton Rezende, o criador do Homem-Banana, que depois da Void#53 vem saboreando o gosto da fama.
blogadis
por flavio samelo
Noise For Airport
Não sei se vocês sabem, mas eu sou meio surdo. Digo meio porque só escuto pelo ouvido direito, e escuto mal. Porém, essa deficiência me trouxe a vontade de saber cada vez mais sobre sons em geral, e é a isso que o blog Noise For Airport se dedica. Inovações musicais, notícias interessantes sobre música em geral, mas com uma pitada de professor Pardal, se é que você me entende.
O site tem vários vídeos e notas sobre maravilhosas traquitanas sonoras, algumas até produzem música audível. É uma maravilha melhor que a outra, misturadas a documentos antigos de alguma coisa que tenha a ver com ouvido, som, etc. O que mais acontece comigo quando vejo algo ali é assistir a um vídeo de cabo a rabo e já me jogar em outro e outro. É diversão e criatividade garantidos.
Info: noiseforairports.com
Slash Gear
Esse é um blog mais comum, focado em modernidades tecnológicas, coisa que me interessa muito. O assunto ali fica mais nas ideias loucas de alguns designers/inventores e nerds que chegam ao cúmulo, por exemplo, de criar uma caixa de som para iPod que só os cachorros escutam. É isso mesmo, o cara conecta o iPod, escolhe a música, aperta o play, mas quem escuta é só o cachorro dele. O mais louco é que isso estava à venda na amazon.com
É um bom lugar para saber as últimas novidades tecnológicas japonesas, relevantes ou apenas divertidas, como esse telefone da Sharp que tem o Gundam como tema e vem acompanhado de uma miniatura de robô. Esclarecendo, Gundam é um robô, tipo um transformer.
Cool Things

Esse é o clássico dos blogs clássicos que todo mundo vê. Ali tem de tudo (pelo menos tudo que os responsáveis pelo conteúdo acham cool). Agora, o critério para algo ser postado ali já é um incógnita. O divertido mesmo é ficar vendo o que as pessoas se propõem a pensar e criar. Como o Alligator Lopper, um alicate gigante da Black & Decker que corta madeira. Tem fotos sensacionais dos caras cortando galhos e até uma árvore com o alicatinho.
Aqui no Brasil a gente vê as coisas que são publicadas nesse site até num tom meio de piada, pois tudo ali é feito para um mercado que consome essas coisas, máquinas, inventos e tudo mais. Porém, praticamente tudo ali está à venda e vende, posso te garantir. Mas se eles entregam no Brasil já é outra história.
a morta
por piero barcellos
CHAVEIROS INDISPENSÁVEIS
Convenhamos que o chaveiro é a peça mais inútil em um molho de chaves, servindo apenas como adorno. Porém, colocando o utensílio certo, ele pode vir a ser bem importante, quiçá indispensável.
PÉ DE CABRA
Imagine que você caiu vorazmente em cima de uma iguaria de alta periculosidade e sem procedência higiênica, como um cachorro-quente de R$ 2 numa carrocinha do Centro. A diarréia é iminente. Na ânsia por um banheiro aleatório onde despejar toda sua podridão intestinal, alguém lhe entrega um molho com 30 chaves e aponta a porta. Até acertar qual delas abre a sagrada porta do sanitário, você se borra perna abaixo. Com um pé de cabra adornando o molho, isso não aconteceria.
TCHACO
Muitos assaltos acontecem no momento em que as pessoas estão procurando suas chaves para abrir a porta de casa. Nesta hora o amigo do alheio se aproxima e rende a vítima. Tendo um tchaco (arma das artes marciais formada por dois bastões unidos por uma corrente) como chaveiro, o bandido vai recuar diante da iminente tentativa de assaltar um ninja e ainda tomar uma coça (vai sim).
BUZINA
Se você é uma dessas pessoas que gosta de buzinar para qualquer corpinho bonito que atravessa a rua e acha que vai ganhar alguém com isso, sugerimos anexar uma buzina em meio às chaves da sua casa. Aí, quando você estiver caminhando, no papel de pedestre, pode continuar exercitando essa mania. Sabemos que é ridículo, mas pra quem acha que ganha mulher buzinando tá valendo.
NOTA DE R$ 100
A explicação para anexar a nota da garoupa no meio de suas chaves é simples: muita gente perde por aí a chave de casa, do carro, do serviço, e numa frequência absurda. Em compensação, ninguém é louco de perder cem dinheiros a esmo. Junte os dois, e terá um chaveiro que nunca desaparecerá (em tese).
baralhinho do momento
por caito mainier
Carta do mês: Só Está Faltando o Poodle
Comentário: A carta Só Está Faltando o Poodle pode a princípio parecer um delírio, uma carta de difícil aplicação e sem nenhum sentido, mas não é. A mensagem contida nela tem sentido sim, e mais de um. Um sentido de alerta, de ausência, de expectativa, de locupletação, porque está faltando o poodle! E onde estará o poodle? E que falta o poodle está fazendo? E por que só o poodle está faltando?
A carta Só Está Faltando o Poodle tem duas interpretações mais conhecidas e que são opostas, o que é interessante. A primeira indica sua utilização em momentos de dúvida, apreensão, quando só está faltando o poodle. Ele vai aparecer? Ele vai conseguir? Ele vai aceitar? Ninguém sabe. O momento é de dúvida. E resta lançar a carta e aguardar. A segunda interpretação é para os momentos de plenitude eterna, de preenchimento completo, em que apenas um poodle pousado no seu colo para você coçar-lhe a cabecinha poderá servir de cereja para esse bolo de satisfação. É um uso mais restrito, eu sei, porque depende dessa tal plenitude, coisa rara pra caralho, mas pode acontecer. Agora, se você é daqueles que considera que coçar a cabeça cheia de caroços e calombos de um poodle é uma das coisas mais repugnantes da vida, você usa a carta de forma negativa, uma espécie poética de “só me faltava essa”.
Momentos ilustrativos de uso:
- Você numa Kombi indo pra Araruama lotada de família, churrasqueira, carne e cervejinha, aeeeee, desvia do buraco, roda, porra cambalhotando e para saindo fumaça. Sai todo mundo, desespero, gritaria, abraçando, chorando, estamos vivos, contagem de criança e de repente alguém lança a carta da desesperança: Só Está Faltando o Poodle! Meu Deus, momentos de angústia, tantas coisas retorcidas espalhadas pelo chão, até que Toy, num momento triunfante, surge são e salvo de dentro da calota toda arregaçada, latindo e cantando e pulando e todos são felizes para sempre.
- Você sai de casa pensando em se matar, acha R$ 1 no chão na frente da loteria, joga na megacumulada faltando um minuto e ganha sozinho. Investe tudo, descobre uma parada muito foda, quintuplica o dinheiro, compra a Austrália, faz um castelo, pede pra Sabrina Sato pegar um filme pra vocês. Ela vai. Você fica deitado, sofazinho de 10 metros, DVD 3D último modelo com karaokê e lança-míssel. Ela volta. Toca a campainha, som de ópera. Você dá um rolamento, cai em cima do bondinho e aciona o botão Porta da Frente. O bondinho desliza garoto pelos duzentos e quarenta e sete cômodos do seu humilde, humilde é sacanagem, do seu humilde castelo. Vocês dois voltam, ela bota um short, você bota um DVD, ela deita no seu colo agradecida pelos três meses de prazer total que você tem proporcionado a ela independente da quantidade de pílula. Aí você olha pra lado, câmera 3, e solta a dourada carta Só Está Faltando o Poodle, pra você coçar-lhe a cabecinha com a mão esquerda. Manda comprar.
- Você chega em casa de surpresa e sua filha de 18 está pelada na sala, satisfeita, exausta e com toda a razão. Seis caras em volta, todo mundo nu, todo mundo mole de tanto amar, sendo que, dos seis rapazes, um é seu genro, marginal; outro, seu caseiro, Jocival; outro, seu motorista, filhadaputa; o seu sobrinho, putaria; e o rapaz da banca de jornal, quem diria? E um negão comé que coube também, pra fechar. Só está faltando o Poodle, porra! você joga a carta no chão na revolta indignada de um pai ferido. E adivinha de onde sai Toy, o Poodle? Hein? Meu deus, momentos de angústia, tantas coisas retorcidas espalhadas pelo chão, até que Toy, num momento reluzente, surge são e salvo de dentro da calota toda arregaçada, latindo e cantando e pulando, só que nem todos são felizes para sempre.
Sugestões para o Baralhinho? caitomainier@gmail.com



