55 agora vai - na privada
hot dog
por redação void
Alguns povos de olhos puxados do Oriente são detentores de uma culinária exótica, que varia de grilos fritos até carne de cachorro. Agora engana-se quem pensa que a degustação de filé de totó fica restrita à fronteira dos países. Recentemente, um casal foi preso na cidade de Suzano, interior de São Paulo, acusado de manter um abatedouro de cães e comercializar a carne para as comunidades orientais da região. Segundo a polícia, a dupla recolhia os lulus das ruas e os mantinha presos para engorda. Dependendo do porte do bichinho, o preço cobrado ficava entre R$ 180 e R$ 220. Ao ler esta notícia, você pode ter duas reações: a primeira delas é indignar-se completamente com a crueldade humana que sacrifica cachorros de rua em prol da ganância. A segunda é começar a se preocupar com aquele jantar no restaurante chinês em que as almôndegas estavam com um gosto esquisito...
show de realidade (mesmo)
por redação void

Nesta época do ano, a TV aberta é inundada pelos reality shows – uma alternativa lucrativa para suprir a programação de verão. Porém, a fórmula é sempre a mesma: caras sarados e mulheres über-gostosas em situação de confinamento, que vão se degradando moralmente até que o mais necessitado seja eleito pelo público como vencedor. O Channel 4, da Inglaterra, percebeu que estava na hora de mudar a receita e lançou o Cast Offs, programa que irá reunir seis pessoas diferentes em uma ilha britânica lutando pela sobrevivência. A diferença é que cada um dos participantes tem uma deficiência física – um paraplégico, um cego, uma mulher surda, outra anã, uma com querubismo (anomalia genética que ocasiona crescimento anormal dos ossos da face), e um homem com malformação dos braços.
orgasm camp
por redação void
o olho biônico
por redação void
Sabe aquela piadinha idiota do pintinho que não tinha cu, foi peidar e explodiu? Era o tipo de bobagem que não poderia ser contada perto de Ged Galvin. O inglês sofreu um acidente de carro que deixou a região do baixo ventre totalmente danificada – e isso incluía seu olho cego. Galvin estava impossibilitado de fazer aquela reflexão matinal na privada como qualquer ser humano, sendo obrigado a conviver com um saco de colostomia ao seu lado. Mas, se a ciência conseguiu tantos feitos na medicina, será que conseguiria mais um? Os médicos britânicos toparam a parada! Usando um músculo da perna, eles reconstituíram o esfíncter de Ged Galvin, que agora funciona com a ajuda de eletrodos ligados aos nervos. Agora, quando a natureza chama, ele senta no vaso e puxa um controle remoto do bolso para “ligar” seu brioco automatizado. Com isso, a indústria de próteses dá um novo horizonte àqueles que, de uma maneira ou outra, andaram arrebentando as pregas por aí.
terror em foxhill
por redação void
É sabido que os ingleses têm um senso de humor bem peculiar. Mas mês passado eles exageraram. Direção e professores da escola Foxhill Primary, que dá aula para moleques entre 5 e 10 anos de idade, armaram uma pegadinha foda para os infantes.
Numa bela manhã, quando chegaram para as aulas do dia, os alunos encontraram a escola isolada por policiais e uma das professoras sentada ao chão, ao lado de uma poça d’água, com a cabeça enfaixada em gaze. Humor negro? Sacanagem explícita? CandidCamera? Nada disso.
Segundo a direção, a intenção era analisar a reação dos alunos e incitá-los a virarem “mini-Sherlocks”. Metade deles só voltou para as salas de aula dias depois, quando a brincadeira foi esclarecida. Se fizessem isso por aqui, como seria? Talvez dessem cabo da professora já combalida, pra não ter dúvida de que naquele dia não teriam prova de matemática.
el placer en nuestras manos
por redação void
Há quatro edições, nosso repórter Piero Barcellos assinou a excelente matéria “Fale com a minha mão”. No texto, ricamente ilustrado, Piero traçou um timeline da punheta, desde os tempos bíblicos até hoje em dia, quando o onanismo encontra respaldo em brinquedinhos bem tecnológicos.
Pois Barcellos deve ter inspirado as Secretarias de Educação e Juventude da província de Extremadura, na Espanha. Por lá, as autoridades instituíram um curso que se chama El placer esta en tus manos. As aulas, que são facultativas, destinam-se a alunos do segundo grau e começaram no mês passado. É claro que a iniciativa causou furor nos mais conservadores. Mas o curso não trata só do 5x1. Hábitos saudáveis, autoestima, afetividade, identidade de gênero e DSTs também estão no currículo. Seria bom ter isso por aqui.
fear of the mice
por redação void
Muito mais que as baratas, os ratos causam pânico por onde passam. No imaginário coletivo, eles mordem, fedem, são sujos e transmitem doenças (isso tudo é verdade). Mas, se você é um marmanjo que solta gritinhos toda vez que vê um primo do Mickey pela casa e não suporta mais passar vergonha, um tal de Reid Wilson, professor de psiquiatria do corpo docente da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, deu umas dicas legais na revista Esquire. Segundo ele, a cura para a fobia passa por três estágios: frequência, intensidade e duração.
Ou seja, o primeiro passo é o sujeito se expor o maior número de vezes possível em lugares onde a rataiada faz a festa (o centro de grandes cidades é uma boa dica). Buscar fotos desses bichos no Creative Commons, imprimir e pendurar pela casa também pode ajudar. Para Wilson, num estágio mais avançado é recomendável que o cagão visite uma pet shop e se aproxime da gaiola dos camundongos e, quem sabe, até deixar os pestilentos caminharem por seus braços (aí nego tá curado).
a pulseira do sexo
por redação void
Mais uma polêmica vinda lá da terra da Rainha. E mais uma vez o cerne da questão envolve jovens (bem jovens) e escolas públicas. Pois a bola da vez nos recreios ingleses é a tal das Shag Bands (pulseiras do sexo). As meninas metem várias delas no braço, todas de cores diferentes, e todas relacionadas a algum ato sexual. Se a rapariga se descuida e algum rapaz consegue arrebentar a pulseira, cada uma vale uma “prenda”.
A laranja vale uma mordidinha safada, a azul vale uma chupetinha e a vermelha uma lap dance (aquelas danças de stripper, manja?). Agora, se o cara arrancar uma pulseira preta, lá se foi um hímen em pleno pátio escolar. God save the Queen!
sovaco de dama
por redação void
A história está aí para nos mostrar o quanto já foi importante ter um corpo peludo e forte para conquistar o sexo oposto. Mas só na época das cavernas ser meio urso, meio humano significava o mesmo que ser forte, viril e bravo. Tony Ramos que não se ofenda, mas mulher nenhuma gosta de ter seu sabonete tomado por tufos, seja lá de onde eles vierem.
Para agradar a elas e ainda manter o cecê bem longe, além de aparar a barba dia sim, dia não, virou parte do ritual de beleza masculino deixar o sovaco lisinho e livre de mau cheiro. A marca de cremes depilatórios Depi Roll investe em uma linha de produtos apenas para eles e mostra que tirar pelo do sovaco está bem longe de ser coisa de mulherzinha. A não ser que você coloque cera quente nas suas partes íntimas. Neste caso, há risco de você perder de vez o que te faz macho de verdade.
barbie para marmanjo
por redação void
Nada de princesas de contos de fadas ou de personagens românticas dos desenhos animados da Disney. Os brinquedos que a Mattel lança neste fim de ano são inspirados nas divas da tríade sexo, drogas e rock n’ roll. A marca está colocando no mercado versões da Barbie inspiradas em roqueiras dos anos 80. No time, está a loiríssima e diva punk dos anos 80, Debbie Harry, a camaleoa que só quer se divertir Cyndi Lauper e a rainha da guitarra e da má reputação Joan Jett – que, por sinal, terá a história de sua banda de garotas The Runaways contada de forma cinematográfica logo, logo. Por US$55,79 dá para ter na prateleira da sala de casa uma dessas hot chicks da música. Em contrapartida, a Mattel deu bola fora no novo Ken. O namorado da Barbie chega em look tenebroso: cabelo platinado, calça branca e ainda carrega um minicão à la Paris Hilton – é o Barbie Palm Beach Sugar Daddy Ken Doll. Já dá para ter uma ideia do reflexo disso na próxima geração.

alice fraks
por redação void
O clássico do século passado Alice no País das Maravilhas tem tudo para se tornar um fenômeno a partir de 2010. No início do ano, estreia nos cinemas o Tim Burton's Alice in Wonderland, uma mistura de live-action com 3D – e com Jonny Depp no elenco, é claro. A versão do diretor excêntrico se passa 10 anos depois da história original e conta uma revisita desesperada de Alice ao País das Maravilhas depois de ter sido pedida em casamento. E em 2011, quem ainda não se der por vencido vai poder jogar no PC, no Play 3 ou no XBox 360 um game sombrio e macabro. É a continuação do violento American McGee’s Alice, um jogo dark proibido para menores que transformou Alice em louca e colocou a personagem em um manicômio após ela ter se sentido culpada pelo incêndio que matou seus pais. Mas doido mesmo vai ser assistir a ninguém menos que Marilyn Manson dirigir e atuar em um longa que conta a vida de Lewis Carroll, autor do conto do coelho atrasado. Phantasmagoria - The Visions of Lewis Carroll terá Manson na trilha sonora e no papel de Carroll. É Alice até cansar. Depois disso, quem sabe até role uma adaptação da trama para a novela das oito.



boa
por mauricio capellari
Ressaca no Clube Comercial de Sobradinho
Foto enviada por Mauricio Capellari
mau@capellari.com.br
Tirou uma? void@avoid.com.br
fisgamos
por redação void
“Cheguei na loja de CDs e o vendedor não conhecia Boy George. Pô, Boy George é o que há!”
Pedreiro que reforma o prédio da Void curte um Karma Chameleon.
Fisgou alguma? void@avoid.com.br
a morta
por redação void
ENGANANDO NAS ARTES MARCIAIS
Vamos supor que você esteja numa situação em que terá de enfrentar de mãos limpas um adversário desarmado (ou até mais de um, dependendo da treta que você arrumou). Só há uma maneira de impedir o combate, e correr não está entre elas. A solução é fingir que você é um mestre em artes marciais.
A POSE DO BICHO DOIDO
Algumas artes marciais se inspiram no movimento dos animais para inspirar seus golpes, como o Kung Fu, por exemplo. Pense num bicho estranho do oriente e faça gestos expansivos imitando suas características. Babuíno, louva-a-deus, panda e tigre são os mais comuns. Encare seu adversário nos olhos e berre feito o animal escolhido. No caso do louva-a-deus, reze.
GAME STYLE
Outra hipótese é imitar a pose de personagens dos games, como o sisudo Ryu do Street Fighter, ou o gélido Sub-Zero de Mortal Kombat. Na hora do desespero, dá até pra tentar dar uns golpes parecidos com os deles. Só não seja imbecil o suficiente para tentar soltar um “hadouken” no adversário – prefira apanhar a ter que pagar mico de nerd demente na frente dos outros.
COMO NO CINEMA
Lembre-se que grandes lutadores não apanham. Van Damme, Steven Seagal, Chuck Norris e afins terminam suas brigas sem um corte sequer, no máximo uma ou duas gotas de suor. Olhe para o seu adversário com olhar superior, posicione-se para o ataque, e dê um grito em diversas tonalidades, algo como YAHOooOOoOouIiIIiIAAaAaAA! Não tem erro!
TÁTICA POWER RANGER
Ótima para aplicar tanto sozinho quanto em grupo. No primeiro caso, é só dar cambalhotas de um lado para outro até deixar o inimigo tonto, além de apontar na sua direção e ameaçá-lo várias vezes com os golpes que você fará. Se tiver com mais um amigo, é só transformar a briga num espetáculo do Cirque du Soleil, com saltos ornamentais e coreografias. Se estiverem usando roupas de cores diferentes, e se você for o vermelho, é uma vitória quase certa. Ou não.
sim, não
por redação void
SUMINDO DO MAPA
Dezembro está aí, e o coração das pessoas se enche de candura com a proximidade do Natal e com o fim de mais um ciclo anual. Todos com aquela falsa benevolência no olhar, mais dementes que um Teletubbie chapado. A única salvação consiste em fugir para as colinas, ou para qualquer lugar onde não se ouça o CD da Simone.
SIM
Pense nas benevolências da solidão. Será um momento só seu, quiçá de mais alguém. O silêncio do campo só será rompido pelo barulho de fogos ao longe, e olhe lá. Em meio a tanta paz, você poderá pensar nos planos para o próximo ano com mais clareza. Se der vontade de dormir antes da meia-noite, durma sem culpa. E o que é melhor: nada de parentes com sorrisos falsos, amigos-secretos e comilança desenfreada – afinal, o verão está aí, não é? Se vacilar, você nem vai se importar de receber presentes na data, diante de tanta liberdade e tranquilidade. Desligue o celular e seja feliz!
NÃO
Se você vai ficar na capital, prepare-se para o inferno capitalista na Terra. Ao menos uma lembrancinha para os pais você será obrigado a comprar. E para isso, terá que enfrentar filas, disputar espaços nas ruas na base da cotovelada, e o que é pior, gastar mais do que tem. Na hora da ceia, sempre aparece um tio bêbado para incomodar todo mundo com piadas idiotas do livro do Ary Toledo, e uma tia que faz você passar vergonha contando as histórias de quando era uma infante. Se você quiser curtir a virada com os amigos, a família toda irá lançar um olhar de reprovação, afinal, “a família é mais importante”. E se cochilar antes da virada, pode acordar com a cara toda pintada por um primo espírito de porco. Mas lembre: sempre há tempo de comprar uma passagem de última hora para qualquer lugar ermo. Passar o Natal e o Ano Novo num aeroporto pode ser mais agradável do que você imagina!
o lado b de billy
por piero barcellos / foto: waldomiro aita

Billy Argel é uma sintaxe da cultura urbana: foi um dos primeiros artistas a valorizar o skate em terras brasílis, assumiu a guitarra na banda Lobotomia, e hoje é considerado um expoente da street art.
VOID: Você é tido como precussor e consolidador da cultura do skate no Brasil nos anos 80. Como você vê o rumo que esta cultura tomou no país?
Billy Argel: No final dos anos 70 o skate não era nem underground. Nos 80, o skate passou por uma transformação de “brinquedo” para algo melhorado, algo mais profissional. Nos 90 teve a peneira, em que as empresas que visavam lucro sumiram, outras surgiram e se foram como um sonho, e algumas estão aí até hoje. Assisti a essas transformações, e vejo que hoje a abundância de bens de consumo e a velocidade com que rola a informação fizeram com que a maioria das coisas ficasse sem alma. Hoje é tudo muito raso, falta formação. Mas o skate é uma realidade, e hoje é uma poderosa ferramenta de inclusão social. É inegável que a indústria e patrocinadores têm seu papel positivo nisso.
VOID: Qual é a diferença entre fazer a arte pela grana, e a arte por tesão?
Billy Argel: Para responder isso, teríamos que saber o que é arte atualmente. Desenho de beira de caderno e muro de colégio é arte? Conheço desenhistas que estão mais pra Ziraldo que para Picasso, e tão aí no mainstream como artistas, e ganhando grana. Para fazer grana tem de ser simpático e bom de papo; para fazer arte tem de ser obsessivo, compulsivo e ter talento. Artista fica milionário, depois que morre, e são raras as exceções. Tem mais artistas de verdade no Embú do que nas galerias. Dependendo do lugar onde você vê a arte, ela vira artesanato ou obra-prima. O conceito de arte está muito banalizado ultimamente. Artista muitas vezes sofre pra caralho, pois o que importa pra ele é a arte. No meu caso, me adapto entre o comercial e o artístico, aí é por lazer.
VOID: Quais são as suas principais influências, e quais nomes você citaria hoje como artistas que se destacam na cultura do skate? Por quê?
Billy Argel: Walter Lantz, Walt Disney, Negreiros, Crumb, e a maioria dos artistas da contracultura. Pintores como Van Gogh e Bosch. Falar do skate hoje é complicado, tá uma lambança dos diabos. Skate virou bola, manja? Faz parte do kit de final de semana, entende? Tem arte em bola e bicicleta? No skate tem de Basquiat a vetores, uma salada pra atender o mercado. Mas se for falar de arte tem muito artista bom. Seria injusto citar uns e me esquecer de outros. São muitos, muitos mesmo.
VOID: Qual foi o trabalho mais louco, com mais repercussão, ou o que foi mais difícil que tu fez?
Billy Argel: O mais louco foi largar os pincéis lá na agência e aceitar o incerto como meta, desenhar para skate nos anos 80, fazer o que quisesse e ainda ganhar grana com isso. Foi loco! Bom demais! O de maior repercussão foi a Transfer, entrar como anônimo no Santander Cultural, em Porto Alegre, e ver tudo aquilo acontecendo. Um dos melhores dias da minha vida, ver que tudo que fiz valeu a pena e gerou alguns bons frutos.O mais difícil são as pequenas escolhas e nas relações interpessoais. Desenhar é diversão, é o tesão da jornada.
funcionário do mês
por felipe de souza

Fernando: Lá por novembro eu começo a cultivar a barba e passo um produto para clarear os pêlos.
Void: Qual foi até agora o ponto alto na carreira?
Fernando: Fiz várias vezes o evento Chegada do Papai Noel, em grandes estádios. Fazia com a Xuxa e Os Trapalhões, na época do Mussum e do Zacarias. Depois que a Sasha nasceu, não fizeram mais.
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