48 na mosca - magma
lomography no brasil
por ana ferraz e pexão
Nada mais de leilões no ebay, de ter que comprar em viagens ou pedir praquele amigo que viaja muito mais que você trazer uma Lomo. Finalmente as câmeras fotográficas analógicas mais queridas pelos hipsters do mundo inteiro serão vendidas no Brasil.
Primeiramente como loja virtual no site brasileiro da Lomography e, no segundo semestre, em uma loja física no Rio de Janeiro. Além disso, já está agendado para Agosto o “Lomo pra mim”, misto de exposição, showroom e loja na galeria Toulouse, também no Rio de Janeiro.
O release do evento afirma ainda que os brinquedinhos estarão, durante essa premiére de vendas, com os menores preços do Brasil. Agora é só juntar uns trocados até Agosto para comprar sua primeira câmera Lomo ou para adicionar mais uma, ou mais algumas, já que variedade de modelos é o que não falta, na coleção.
Info: www.lomography.com.br
jeremy fish e barry the beaver
por ana ferraz e pexão
Jeremy Fish, de San Francisco, é sem dúvida um artista multidisciplinar. Como dono da marca Superfishal, uma submarca dentro da Upper Playground, faz a arte e design de vários produtos bacanas, como camisetas, bonés e shapes. Mantém ainda o estúdio criativo Silly Pink Bunnies e é super envolvido com o meio do skate.
Mas talvez seja mais conhecido por ser mestre em designer toys malucos (ou toy art, como é chamado por aqui). Se você acompanha esse mercado já deve ter visto algum de seus toys bizarros, que misturam animais, coisas e... caveiras, como o urso-caveira, o coelho-robô-caveira ou o trailler-tartaruga-caveira.
E se você acha essa coisa de designer toys uma bobagem inútil e nunca ouviu falar dos brinquedos citados, saiba também que foi Jemery Fish o primeiro a encontrar uma utilidade nessa onda, lançando o Barry the Beaver. Um castorzinho de vinil super simpático e querido, mas que, com uma pilha, se transforma numa máquina vibrante de prazer.
E dizem que a mágica do Barry está no super-estratégicamente-posicionado rabinho. Depois do Jeremy Fish, a idéia de adultos se divertirem com brinquedos fofos certamente mudou e o melhor de tudo é que, se alguém perguntar, basta responder que é uma peça de arte.
Info: www.superfishalsf.com / sillypinkbunnies.com / www.ningyoushi.com / upperplayground.com
where the wild things are
por ana ferraz e pexão
O novo filme do diretor Spike Jonze, Where the Wild Things Are, só estréia em Outubro, mas já está causando furor na internet em função da liberação do primeiro trailer. Baseado no livro infantil de mesmo nome, escrito e ilustrado por Maurice Sendak, o filme retrata a épica aventura do pequeno Max numa ilha imaginária, onde o garoto reina numa floresta cheia de monstros e criaturas, no melhor estilo de clássicos como A História sem Fim ou do recente Labirinto do Fauno.
Diferentemente de um 3-D tradicional, Where the Wild things Are engloba diversas técnicas de animação e interação entre humanos e computação gráfica, juntamente com técnicas mais orgânicas, como atores usando fantasias de mais de dois metros de altura e stop motion. O trailer é curtinho, mas mostra de cara que o filme ta cheio de coisas boas, como, por exemplo, a versão acústica da música Wake Up, do Arcade Fire.
Há rumores, ainda não confirmados, que a banda não participa da trilha do filme, o que não chega a ser um problema já que a trilha original está nas boas mãos do compositor Carter Burwell, que já trabalhou nos dois outros filmes de Jonze (Adaptação e Quero ser John Malkovich), e da Karen O., da banda Yeah Yeah Yeahs. O que também já dá pra conferir pelo trailer são as frases de abertura, escritas a mão pelo artista das letrinhas legais Geoff Mcfetridge, que anteriormente criou a tipografia do Virgens Suicidas, filme da ex-mulher de Jonze, Sofia Coppola.
Se tudo isso já é legal o suficiente, espere até ver os produtos lançados em função do filme (que já aparecem na internet e que, aparentemente, já estão a venda!), como shapes temáticos da Girl Skateboards ou tênis limitados da Lakai.
Info: wherethewildthingsare.com
damien hirst x supreme
por ana ferraz e pexão
Na última década o inglês Damien Hirst, bad boy número 1 da fine art internacional, se tornou o artista mais rico do mundo e suas obras as mais caras. Quem assiste o Fantástico provavelmente lembra dele como "o cara que expõe uns bichos no formol", referindo-se as famosas obras onde um tubarão, uma ovelha e uma vaca cortada ao meio estão suspensos em aquários de formaldeído. Em 2008 foi capa da Time e apareceu em todos principais jornais do mundo quando tesourou as galerias com as quais costumava trabalhar, vendendo ele mesmo sua última exposição inteira em um leilão, quebrando todos recordes e embolsando de uma vez 198 milhões de dólares.
Damien Hirst também é conhecido pelas "spin-paintings". Conforme sua idade, talvez você lembre daquelas banquinhas que costumavam existir em parques de diversão e playgrounds de shoppings, onde prendem uma telinha de pintura no fundo de uma espécie de máquina de lavar roupa que gira enquanto a criança joga tinta com bisnagas. O processo e o resultado são muito parecidos com os de Hirst, ou melhor, com o que ele assina, pois geralmente manda seus assistentes fazer esse trabalho sujo.
A última jogada do artista multimilionário é justamente com suas spin-paintings, agora reproduzidas em uma série de shapes de skate lançados pela Supreme, a skateshop de Nova York mundialmente hypada que já fez projetos com artistas peso-pesado como Larry Clark, Jeff Koons e Richard Prince. É claro que os shapes, que custavam 88 dólares cada, esgotaram em poucas horas nas lojas da Supreme (duas nos EUA e cinco no Japão).
E é claro também que os leilões virtuais dos shapes no e-bay começaram no dia seguinte e já estão com lances de US$ 800 por tábua. Sem dúvida é uma bela shapada na cabeça daqueles que achavam que skate e arte era uma moda passageira.



